Utiliza-se o discurso progressista como forma de se proteger contra ele “A vanguarda brasileira é moralista. Trocou o convento pela célula política”, disse certa vez a filósofa Marilena Chauí. Mais de uma vez, eu disse coisa parecida. Mas, como só se permite fazer a crítica do discurso competente com a competência de títulos universitários e eu não os tenho, sou acusado de “fobia das esquerdas” – conforme escrevi no meu artigo “Miopia Progressiva”, publicado nos anos 90, sobre os adoradores da cartilha de partido, da ciência e do Estado. De modo que me vejo obrigado a retomar uma entediante discussão – que eu já julgava superada – para explicar que fazer críticas à esquerda não significa automaticamente ser de direita. Antes de tudo, critico as esquerdas com a maior consciência, justamente porque elas dizem destruir o poder opressor quando, em geral, o estão instituindo em novos moldes. Além disso, dedico especial atenção às esquerdas porque no interior delas e não das caquét...
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