Na noite de autógrafos, em que a muito custo tento equilibrar todos os motivos de agir e de cruzar os braços e pernas, de insistir e agitar-me, fico quieto, neutro e entrelaçado no bate-papo digestivo - foi então que aconteceu. Eu conversava ansioso e com desejo - no fundo do coração a esperança humilde como ave doméstica - eu me balançava como uma onda que vem e vai, e já teve noites de tormenta e madrugadas de seda, e dias vividos com todos os nervos e com toda a alma, e charnecas de tédio atravessadas com a longa paciência dos pobres - como um homem que quer se integrar a alguma cidade, um estrangeiro, e me sentia naquele diálogo como aquele que se vê nos cartões-postais, de longe, dobrando uma esquina – trafegava, portanto, extremamente sem importância, mas tendo em mim a força da renovação e na linha de um novo horizon...
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