Pintura de René Magritte Uma metáfora sobre a acumulação primitiva do capital e seu registro histórico Imagine uma pessoa sem memória, como Mr. Arkadin do memorável filme de Orson Welles (1955). Ele não conhecia a origem de sua fortuna, vítima que era de amnésia. Por isso, contratou um investigador que, ao deslindar o mistério, através de testemunhas que sabiam que Arkadin havia enriquecido durante a guerra à custa do jogo e da prostituição, propiciava ao magnata eliminar, um a um, seus incômodos cúmplices. De vítima de amnésia pessoal passou a artífice de uma amnésia social. O filme é uma metáfora sobre a acumulação primitiva do capital e seu “registro histórico”. Agora, imagine-se este papel sendo desempenhado pelo próprio Estado em benefício de uma elite que padece da síndrome de Arkadin. É o que ocorre na cidade e no interior de São Paulo. Para salvar e preservar a memória, como lançamentos de autores em coleções adequadas ...
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