Como resumir, neste pequeno espaço, o livro que mais instiga, o romance mais importante da literatura brasileira contemporânea? Lembro o impacto sentido ao ler a obra pela primeira vez, emprestada de um bom amigo cujo gosto pelo autor beira a paixão. Confesso que temi iniciar a obra, embrenhar-me no rigor matemático em que conviviam o calculado e o imponderável, a ordem e o caos, a geometria e o lirismo. Abri Avalovara , fechei-o, abri-o de novo, olhos bordejando o texto como para logo seguir viagem. Partir c´est mourir um peau . Percebendo a morte, intuía o renascimento ao seu final. Hoje, após tantas leituras e releituras, o fenômeno se perpetua: espiralada, nasço e morro e renasço em infinitos centros. O plano do livro é baseado na ideia da espiral e num famoso palíndromo latino, frase disposta em cinco linhas que se pode ler em todas as direções: da esquerda ...
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