Com ternura, que tanto o inverno estimula a fornalha do amor de jovem pelo vão de tua boca molhada de cacau Ouça estas palavras, numa voz quente: “seiva que flora e flor que cresce”, pela língua ácida de Verlaine, uma nesga, uma nascente na mata. Deixa meus dedos nesse musgo, Onde o botão de rosa brilha. Deixa que eu nessa erva clara, Vá beber as gotas do orvalho Com que é regada a tenra flor de antúrio. Teu corpo tem o encanto turvo, Teu corpo forte que embebeda Que estranho perfume ele tem, exótico, pelo vão da boca. II Me encanta vossa boca e seus jogos graciosos, os da língua, os dos lábios e ainda do tremor dos dentes, palafitas de teu palácio, tal como uma gata angorá, entre os quais roça as matas e lava a alma crescente meu viril orgulho. ...
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