A minha genealogia literária apresenta raízes e inclui influências muito díspares na literatura prudentina e região oeste do Estado, formando uma mistura fina que é única por erudição, mas também por transgressão. Começa com o “Poema Sujo” e os ensaios sobre cultura e artes plásticas de Ferreira Gullar. Ainda no final da década de 70, aprofundei-me nos estudos da geleia cultural e filosófica de Jorge Mautner e a contracultura de Luís Carlos Maciel. Esse contato com a reflexão existencialista permanece ao mergulhar na prosa de Clarice Lispector, foi como um imprinting poético-filosófico: marcou para sempre minha visão de mundo, de política e da poesia. Ao conhecer os poetas metafísicos ingleses, sobretudo William Blake , comecei a aprofundar minha experiência mais direta com o sagrado e a vida interior. O contato com a obra de Nietzsche , um profeta pessimista e decifrador da alma moderna, temperou o espírito e o intelecto de contundências. Mas a fome voraz de novidade...
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