O
Conde de Lautréamont, pseudônimo de Isidore Ducasse (1846 – 1870), um dos
poetas mais misteriosos e influentes da literatura universal. Sua obra-prima “Os
Cantos de Maldoror” (1868 – 1869) divide-se em seis cantos em prosa, o livro
acompanha a figura maligna, rebelde e niilista de Maldoror e seu texto
caracteriza-se pela mistura de violência extrema, humor negro, blasfêmia e o
irracional. Além do que, a obra é amplamente celebrada pela famosa metáfora que
descreve a beleza como “o encontro fortuito de um guarda-chuva e de
uma máquina de costura numa mesa de dissecação.”
Por
ser ignorado em sua época, Lautréamont
foi redescoberto décadas mais tarde por vanguardas literárias. Elementos de sua
estética bizarra e anti-retórica serviram como pilar fundacional para o
movimento surrealista liderado por André Breton, Lovis Aragon e Salvador Dali,
que o consideravam o maior pioneiro de sua revolução artística. Creditado também
por Roberto Piva, um dos poetas mais importantes, transgressor e original da
literatura brasileira.

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