Pular para o conteúdo principal

Artigo escolhido por autora de novelas



Logo do Portal blocosonline do Rio de Janeiro




O artigo “A Falta de Memória e Identidade”, de minha autoria, foi escolhido entre as oitos melhores opiniões de 2010, uma enquete realizada entre os leitores do portal Blocosonline, uma revista cultural, editada por Urhacy Faustino e Leila Míccolis, do Rio de Janeiro.
 Dentre os selecionados, encontram-se Affonso Romano de Sant´anna, famoso crítico literário e poeta, publicado em outubro de 2010, André Luís Mansur (outubro), Clotilde Tavares (agosto), Jorge Leão (julho), Max Gehringer (dezembro), Nagib Anderáos Neto (março), Roger Samuel (outubro) e o comentário deste cronista, poeta e crítico literário, de Presidente Prudente, São Paulo, publicado em setembro do ano passado.
Pelo que demonstram as pesquisas mais de 6.000 visitantes acessam o Blocosonline todos os dias e, tanto Míccolis como Faustino administram 18.000 páginas, com muito afinco, dedicação e, quase sempre, entrando pelas horas de sono e pelo dinheiro da sobrevivência. Um portal, assim como um jornal alternativo, é um importante veículo de resistência cultural, de trabalho em conjunto, embora muita gente não veja por este ângulo.”
“Uma multidão muito heterogênea de público, das mais humildes às mais vaidosas – estes bastidores (assim como o das novelas) são um capítulo à parte, um exercício muito difícil, às vezes. “E, sendo escrever o meu trabalho, há uma confusão generalizada: poucos param para pensar qual é o limite em que o lazer invade a profissão.” – declara Leila Míccolis.

Perfil

Leila Míccolis, nascida no Rio de Janeiro, fez parte da geração mimeógrafo na década de 70. Dramaturga, roteirista de cinema e escritora de telenovelas (destacam-se, entre as quais, Barriga de Aluguel, em co-autoria com Glória Perez, Kananga do Japão e Mandacaru), além de mestranda em Teoria Literária pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Possui trinta livros editados (entre poesia e prosa), com obras publicadas em países como França, México, Colômbia, Estados Unidos e Portugal.
O livro reunindo sua obra quase completa, “Sangue Cenográfico” (Editora Blocos, 1997) tem prefácios de Heloísa Buarque de Hollanda, Nélida Piñon, Gilberto Mendonça Teles, Ignácio de Loyolla Brandão. E mais: sua obra é citada e analisada por escritores como: Affonso Romano de Sant’Anna (Editora Vozes,1978), Glauco Mattoso (O que é Poesia Marginal?, Coleção Primeiros Passos, Editora Brasiliense,1981),  Jair Ferreira dos Santos (idem,1986), Assis Brasil (Editora Imago/FBN/UMC, 1998).
Já elaborou verbetes para a “Enciclopédia de Literatura Brasileira” (MEC/OLAC) e também publicou: “Catálogo da Imprensa Alternativa”, 1986, pela RioArte/Prefeitura do Rio de Janeiro.
Desde 2005 ministra curso de extensão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sobre roteiro de televisão.

Dê um click, logo abaixo, e acesse a homenagem feita pelos 12 anos de Blocos.
Já no próximo link, você verá a abertura da novela “Barriga de Aluguel”, da Rede Globo.







“Barriga de Aluguel” foi produzida e exibida no horário das 18 horas pela Rede Globo, entre 20 de agosto de 1990 e 1º de junho de 1991, contou com 243 capítulos. O tema central do folhetim era a barriga-de-aluguel, expressão popular para a maternidade de substituição.

  

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O PAU

pau-brasil em foto de Felipe Coelho Minha gente, não é de hoje que o dinheiro chama-se Pau, no Brasil. Você pergunta um preço e logo dizem dez paus. Cento e vinte mil paus. Dois milhões de paus! Estaríamos assim, senhor ministro, facilitando a dificuldade de que a nova moeda vai trazer. Nosso dinheiro sempre se traduziu em paus e, então, não custa nada oficializar o Pau. Nos cheques também: cento e oitenta e cinco mil e duzentos paus. Evidente que as mulheres vão logo reclamar desta solução machista (na opinião delas). Calma, meninas, falta o centavo. Poderíamos chamar o centavo de Seio. Você poderia fazer uma compra e fazer o cheque: duzentos e quarenta paus e sessenta e nove seios. Esta imagem povoa a imaginação erótica-maliciosa, não acha? Sessenta e nove seios bem redondinhos, você, meu chapa, não vê a hora de encher a mão! Isto tudo facilitaria muito a vida dos futuros ministros da economia quando daqui a alguns anos, inevitavelmente, terão que cortar dois zeros (podemos d...

Trechos de Lavoura Arcaica

Raduan Nassar no relançamento do livro em 2005 Imagem: revista Usina             “Na modorra das tardes vadias da fazenda, era num sítio, lá no bosque, que eu escapava aos olhos apreensivos da família. Amainava a febre dos meus pés na terra úmida, cobria meu corpo de folhas e, deitado à sombra, eu dormia na postura quieta de uma planta enferma, vergada ao peso de um botão vermelho. Não eram duendes aqueles troncos todos ao meu redor velando em silêncio e cheios de paciência o meu sono adolescente? Que urnas tão antigas eram essas liberando as vozes protetoras que me chamavam da varanda?” (...)             “De que adiantavam aqueles gritos se mensageiros mais velozes, mais ativos, montavam melhor o vento, corrompendo os fios da atmosfera? Meu sono, quando maduro, seria colhido com a volúpia religiosa com que se colhe um pomo...

Identidade narrativa e concepções

  (Fragmentos) A performatividade pode ser relacionada à construção de identidade narrativa do filósofo francês Paul Ricoeur, pois também é manifestada através e em um espaço de tempo. E justamente no tempo e no espaço - no caso de  Margarida , personagem de Dinah Silveira de Queiroz, espaços - que, performaticamente por intermédio de seus atos, a identidade da protagonista se desvela e se apresenta. Conforme apontado anteriormente, nas conclusões de  Tempo e narrativa  o autor já traz a afirmação de que a identidade narrativa permite apreender um sujeito em sua constante mudança, pois a mutabilidade não é excluída da coesão de uma vida (Ricouer, 1997). Em  O si-mesmo como um outro , ele preconiza que, apesar das transformações, há algo de permanente: “a ameaça representada para a identidade só será inteiramente conjurada se, como base da semelhança e da continuidade ininterrupta da mudança, se apresentar um princípio de  permanência no tempo ” (Ricouer,...