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O Prazer da Vida





Epicuro












Epicuro diz que “felicidade é, essencialmente, ausência de dor. Saúde”. Isso para pessoas ditas normais como a maioria das pessoas, mas não para sábios de extraordinária musculatura interior como ele. O filósofo grego do período helenístico sofreu dores excruciantes em seus últimos dias, e suportou-as com firmeza. Certa vez, declarou a um amigo que o visitou à beira da morte, que a alegria de recebê-lo suplantava todo sofrimento que ele pudesse ter.
Vítima de uma monstruosa injustiça da posteridade, Epicuro de Samos (do grego antigo “Epikouros”, aliado, camarada, nasceu no ano 341 a.C.  e faleceu 270 a.C., aos 71 anos em Samos, Atenas) tinha uma vida de extrema frugalidade. Comia queijo, pão, tomava água. Basicamente, esta era sua dieta e, no entanto, seu nome ficou associado ao hedonismo, à gula, a excessos de variada natureza. Nada mais contrário do que a vida que o filósofo levava e pregava aos discípulos.
Dante Alighieri, na Divina Comédia, colocou Epicuro no Inferno, como um herege. No texto, está na 6ª Prisão, junto com seus seguidores, na cidade de Dite e a pena imposta à sua heresia: ser enterrado em túmulo ardente e aberto, tendo os membros queimados pela areia quente.



Frases e Pensamentos



“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem.”


“É estupidez pedir aos deuses aquilo que se pode conseguir sozinho.”

“Deus deseja prevenir o mal, mas não é capaz? Então, não é onipotente. É capaz, mas não deseja? Então é malevolente. É capaz e deseja? Então por que o mal existe? Não é capaz e nem deseja? Então por que lhe chamamos Deus?”


“A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais.”


“Aquele que melhor goza a riqueza é aquele que menos necessidade dela tem.”


“Das coisas que a sabedoria proporciona para tornar a vida inteiramente feliz, a maior de todas é uma amizade.”


“A amizade e a lealdade residem numa identidade de almas raramente encontrada.”



Epicuro



Sobre o Autor



EPICURO, Carta sobre a Felicidade (a Meneceu). Tradução e apresentação de Álvaro Lorencini e Enzo Del Carratore. São Paulo: UNESP, 1997;
Obras. Estudio preliminar, traducción y notas de Montserrat Jufresa, 2a edición, Madrid: Editorial Tecnos, 1994;
FARRINGTON, Benjamin. A doutrina de Epicuro. Tradução de Edmond Jorge. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1968;
FERRATER MORA, J. Diccionario de Filosofía. Tomos I e II. Barcelona: Editorial Ariel, 1994;
GUAL, Carlos Garcia. Epicuro. Madrid: Alianza Editorial, 1996;
LUCRÉCIO, Tito. Da Natureza. Coleção Os Pensadores, volume V. São Paulo, Editora Abril, 1973;
RUSSELL, Bertrand. Obras filosóficas. Tradução de Breno Silveira. Vol I. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1969;
SPINELLI, Miguel. Os Caminhos de Epicuro. São Paulo: Loyola, 2009;
ULLMANN, Reinholdo A. Epicuro o filósofo da alegria. Porto Alegre: EDIPUCRS, 1996.



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