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Na Segunda














            Na segunda-feira vai ser diferente. Outro dia igual a todos que a gente vive. Mas é o começo de outra semana! Qual a diferença?
            A diferença que a segunda-feira é meio parecida com o primeiro de abril. Não é o dia da mentira, é o dia da promessa. Ninguém, começa um regime ou deixa de fumar numa quarta-feira, por exemplo. Segunda! Ou, os menos apressados, o ano que vem.
            Mas o problema das nossas promessas é que ficam apenas na promessa. Você aí que está me lendo. O que é que você já não prometeu para você mesmo na segunda-feira? Você tem certeza que vai dar conta do recado?
            Por exemplo: se você prometeu que vai arrumar emprego, cuidado. Essa promessa não depende apenas de você. Bobagem vai ser prometer que vai cuidar melhor da sua saúde, pois não vai ter onde se cuidar. Vai entrar na faculdade? Disputando uma vaga com mais de 5.000 pessoas que também prometeram entrar? Vai sobrar gente.
            Já pensou nesta última eleição, a quantidade de promessas caras-de-pau?  Besteira! Melhor não prometer nada e depender do destino mesmo.
            Ninguém promete, para o dia que termina hoje à meia-noite, ser mais feliz, ajudar as pessoas, não sonegar imposto de renda (quer com nota ou sem nota?), fazer o bem, amar o próximo. Não, apenas se preocupam com o seu colesterol e sua próstata. O cara promete fazer um exame de próstata na segunda-feira que vem, mas vai adiando, adiando, olhando para o dedo gordo do urologista. Vamos deixar para o ano que vem. Te cuida, malandro!
            Os gordinhos e as gordinhas são, depois dos políticos, os que mais fazem promessas. Tentam, sofrem, desistem. Não adianta, há pesquisas, o mundo está engordando, apesar daquelas fotos de negros famintos que os jornais insistem em colocar bem na primeira página. Os jornais, por exemplo, poderiam prometer não fazer mais isso.
            Existe um público que promete rezar pela paz. E devem rezar mesmo. Mas reza resolve alguma coisa? Não se promete fé, esperança e caridade. Pratica-se.
            Nestas festas de final e começo de ano, antes de o pilequinho se apossar de você, pense nas promessas que já fez para o ano que vai começar. Será que muitas delas não poderiam ficar para o outro ano que vem e você tentar realizar só as possíveis? Sim, porque muita gente sabe que não vai cumprir uma porção de promessas. Não exagere nem na bebida nem nas promessas. Pegue leve. Faça o amor com muito, muito humor e não faça a guerra no seu interior.






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