Pular para o conteúdo principal

Haicais na transparência dos vidros





















Neste local, as pessoas procuram relacionar-se,
buscam na pesquisa o conhecimento,
o entretenimento e a diversão no mundo virtual da web,
mas esquecem de observar a beleza externa,
as particularidades das pequenas coisas da natureza












            Desde 26 de junho, quem passar pela Sala de Informática do Centro Cultural Matarazzo, de Presidente Prudente, notará que os vidros do local ganharam vida com o colorido da arte do grafite do profissional Leonardo Ferreira, mais conhecido como Leozinho, e a linguagem poética concisa e transcendental dos haicais de Rubens Shirassu Júnior, 54 anos, escritor, poeta e revisor de textos. A intervenção denominada “Haru, Natsu, Aki e Fuyu” (Primavera, Verão, Outono e Inverno) integra o especial “Nintai - Permanências” - uma homenagem aos 107 anos da Imigração Japonesa no Brasil – e estará à disposição do público em geral até 7 (terça-feira) de julho próximo, das 8h30 às 22 horas. A ação tem o apoio fundamental da Associação Prudentina de Escritores (APE), Secretaria Municipal de Cultura, Biblioteca Dr. Abelardo de Cerqueira César, Celso Aguiar e Centro Cultural Matarazzo, de Presidente Prudente.
            “Neste local, as pessoas procuram relacionar-se, buscam na pesquisa o conhecimento, o entretenimento e a diversão no mundo virtual da web, mas esquecem de observar a beleza externa, as particularidades das pequenas coisas da natureza, conforme a filosofia do Zen, que são fundamentais ao equilíbrio mental saudável e do enfoque pessoal sobre a vida, além de favorecer o processo cognitivo.
            Pretendo prosseguir o trabalho de agregar o grafite, uma linguagem artística urbana, entre outras manifestações. Notei que o Leozinho usou várias cores quando aumenta o tamanho das letras, causando uma impressão aos olhos, seja qual for a reação naquele instante que digerem e apreendem os pequenos poemas, múltiplas reflexões nas pessoas que manuseiam os computadores na sala e nos transeuntes que trafegam de dia e de noite no corredor do prédio do Matarazzo. É uma forma de divulgar nosso trabalho e o local escolhido é estratégico e dá visibilidade e satisfação, certamente.” - declara Rubens Shirassu Júnior.





HARU, NATSU, AKI E FUYU
Haicais de Rubens Shirassu Júnior
Especial Nintai – Transparências
Uma homenagem aos 107 anos da Imigração Japonesa no Brasil
De 26 de junho (sexta-feira) a 7 de julho (terça-feira) de 2015
Horário: das 8h30 às 22 horas
Domingos: das 10 às 22 horas
Apoio: Associação Prudentina de Escritores (APE), Secretaria Municipal de Cultura, Celso Aguiar, Biblioteca Dr. Abelardo de Cerqueira César e Centro Cultural Matarazzo
Rua Quintino Bocaiúva, Nº 749
Vila Marcondes
Fone: (***18) 3226 3399
Presidente Prudente - São Paulo







Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O PAU

pau-brasil em foto de Felipe Coelho Minha gente, não é de hoje que o dinheiro chama-se Pau, no Brasil. Você pergunta um preço e logo dizem dez paus. Cento e vinte mil paus. Dois milhões de paus! Estaríamos assim, senhor ministro, facilitando a dificuldade de que a nova moeda vai trazer. Nosso dinheiro sempre se traduziu em paus e, então, não custa nada oficializar o Pau. Nos cheques também: cento e oitenta e cinco mil e duzentos paus. Evidente que as mulheres vão logo reclamar desta solução machista (na opinião delas). Calma, meninas, falta o centavo. Poderíamos chamar o centavo de Seio. Você poderia fazer uma compra e fazer o cheque: duzentos e quarenta paus e sessenta e nove seios. Esta imagem povoa a imaginação erótica-maliciosa, não acha? Sessenta e nove seios bem redondinhos, você, meu chapa, não vê a hora de encher a mão! Isto tudo facilitaria muito a vida dos futuros ministros da economia quando daqui a alguns anos, inevitavelmente, terão que cortar dois zeros (podemos d...

Trechos de Lavoura Arcaica

Raduan Nassar no relançamento do livro em 2005 Imagem: revista Usina             “Na modorra das tardes vadias da fazenda, era num sítio, lá no bosque, que eu escapava aos olhos apreensivos da família. Amainava a febre dos meus pés na terra úmida, cobria meu corpo de folhas e, deitado à sombra, eu dormia na postura quieta de uma planta enferma, vergada ao peso de um botão vermelho. Não eram duendes aqueles troncos todos ao meu redor velando em silêncio e cheios de paciência o meu sono adolescente? Que urnas tão antigas eram essas liberando as vozes protetoras que me chamavam da varanda?” (...)             “De que adiantavam aqueles gritos se mensageiros mais velozes, mais ativos, montavam melhor o vento, corrompendo os fios da atmosfera? Meu sono, quando maduro, seria colhido com a volúpia religiosa com que se colhe um pomo...

Identidade narrativa e concepções

  (Fragmentos) A performatividade pode ser relacionada à construção de identidade narrativa do filósofo francês Paul Ricoeur, pois também é manifestada através e em um espaço de tempo. E justamente no tempo e no espaço - no caso de  Margarida , personagem de Dinah Silveira de Queiroz, espaços - que, performaticamente por intermédio de seus atos, a identidade da protagonista se desvela e se apresenta. Conforme apontado anteriormente, nas conclusões de  Tempo e narrativa  o autor já traz a afirmação de que a identidade narrativa permite apreender um sujeito em sua constante mudança, pois a mutabilidade não é excluída da coesão de uma vida (Ricouer, 1997). Em  O si-mesmo como um outro , ele preconiza que, apesar das transformações, há algo de permanente: “a ameaça representada para a identidade só será inteiramente conjurada se, como base da semelhança e da continuidade ininterrupta da mudança, se apresentar um princípio de  permanência no tempo ” (Ricouer,...