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Sinal XXVII



Ilustração de Ronaldo Carvalho








Quantos te esperam de peito arfado e palpitando

e dentre os grandes lábios grossos e úmidos,

escorre uma gema da fresta do monte,

um odor exótico paira no horizonte.

E do teu corpo estonteante desprende

uma estátua grega, uma Perséfone prisioneira,

dos braços cruzados contidos,

e aos beijos de Sátiro te rendes.

Suspira fundo desprendendo fervores,

pelos lábios de fogo das estrelas,

o transe do sangue de Baco arrepiante,

bate as taças febris, o som inebriante,

os olhos de Afrodite reviram sem órbita,

explodindo cores vivas no concreto, o éter

alterando as sensações de Adônis.

Belos sentimentos dos corações, na mente,

torpedo Tao visto no poente,

desatrelado ao canteiro deprimente.

A volúpia passa a roçar sobre as casas

e quintais, a indiscreta e sensual fruta

pitaia do dragão, a emoção concretizada.











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