(Quarta parte) A obra une com esmero os ‘fantasmas’ reais e fictícios do autor empírico. Fernando Sabino, na carta supracitada a Lúcio Cardoso, afirma ser essa a obra que mais demonstra a habilidade do nosso escritor com as palavras. Vejamos: As palavras do seu livro me impressionaram muito, como você está sabendo jogar com elas, como você está conseguindo dizer com elas o que tem a dizer! Tudo se ajusta perfeitamente, o conteúdo, a forma, esteticamente acho que “Dias Perdidos” é admirável. Nada ficou por dizer, nem um desvio de pensamento, nem uma daquelas desorientações tão comuns, o autor alucinado pelo turbilhão de palavras que vêm brotando sem parar, nada disso. Há uma harmonia linda no seu livro, principalmente nas duas primeiras partes, por onde a nossa emoção escorrega, e a gente sofre impulsivamente uma a uma de suas palavras. [...] Achei seu livro admirável, sob todos os aspectos! [...] Com franqueza, acho ‘Dias Perdidos’ uma obra prima, acho que existem muito pouco...
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