(Quarta parte) Suas impressões revelam angústia e falta de sentido na vida O Brasil teve também um time considerável de bons cronistas e entre eles se inclui um que vinha do Espírito Santo. José Carlos Oliveira, o “Carlinhos Oliveira”, era o nome do conterrâneo e do companheiro de crônicas, as quais faziam sucesso – com razão – sobretudo nos anos 60. Existe algumas semelhanças no estilo de Carlinhos Oliveira e de Rubem Braga, dois cronistas capixabas, afeitos que eram à melancolia, mas das crônicas braguianas ainda emerge uma suave aceitação da vida e das coisas como elas são, ao passo que nas crônicas de Carlinhos Oliveira – sobretudo as que foram publicadas em “ A revolução das bonecas ” ( 1967 ) – a angústia, a amargura, o vazio e o nada costumam dar o tom. Nota-se a conformação e até a alegria nas suas crônicas, mas apenas depois de um denso e doloroso mergulho existencial. Deve-se lembrar, contudo, que Carlinhos negava ser o personagem das suas crônicas – não era...
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