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A morte do mito do futebol






Jogo pobre mostrou apenas jogadores
como artigos de uma vitrine






Todo povo brasileiro sentiu após o jogo entre Brasil e Paraguai o gosto amargo da desilusão e perda. O que se viu na partida era um cenário mórbido de total falta de preparo e entrosamento para enfrentar os adversários. Onze jogadores corriam amontoados atrás da bola, demonstrando a falta de estratégia dinâmica e inteligente para fazer gols. Depois do tremendo choque de alta voltagem, após ver o quadro completo de mediocridade e egocentrismo, o povo percebeu que o futebol não é mais o ópio do povo. Bateu uma sensação de torpor...
O excesso de exaltação positiva de certos comentaristas e a exploração exagerada de alguns meios de comunicação, a exemplo de matérias cobrindo as manhas e manias e a vida privada dos nossos “ídolos de barro”, colaboraram para tal quadro. Esqueceram os críticos de exercer um jornalismo de cobrança em cima de técnicos e jogadores. Para dizer o português claro: massagearam demasiadamente o ego dos garotos!
O que predominou foi apenas o interesse pelo aumento de patrocinadores, ou seja, os lucros e, acima de tudo, o desfile no campo dos 11 jogadores, como artigos expostos numa vitrine, para serem vistos por olheiros de clubes estrangeiros e, alguns deles, ter a grande sorte de um contrato milionário. Mas, o que o mundo assistiu foi a exposição da incompetência, além da morte do mito do futebol brasileiro. Após o término da partida, fica uma sensação de vazio e vergonha.
Devemos reavaliar os nossos conceitos, pois a realidade é triste e consternadora. De minha parte, que conheço de modo superficial sobre esquemas táticos e jogadas, ao acompanhar a prorrogação, pude constatar que os jogadores escolhidos pelo técnico Mano Menezes (já encerrou a sua carreira de técnico no País.) para bater pênalti, como um zagueiro, o outro na posição de lateral, ambas  atuações refletiam que não queriam marcar o gol da vitória e classificação! Teriam condições de enfrentar as seleções do Uruguai e Venezuela?
Parafraseando a música do Belchior, nossos ídolos já não são os mesmos e as aparências não enganam mais. Mas será que Neymar, Pato, Ganso, Robinho estariam mesmo querendo jogar e lutar pela vitória da seleção ou desesperados para voltar e abocanhar, como mercenários vorazes, os milhões garantidos em contratos, luvas e merchandising?
Uma solução para a equipe de marketing e propaganda: melhor seria mesmo investir em outras categorias do esporte, como vôlei, basquete, judô, karatê, natação, ginástica entre outras.








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