Os artistas marginais de hoje não são mais combativos “rebeldes com causa” como nos anos 50-60, mas os rejeitados pelos sistemas por falta de sincronização com os discursos oficiais No começo do século 19, o mecenato, que fora tradição desde a Idade Média, mas principalmente da Renascença até o século 18, deixa de existir na forma conhecida. Os artistas, escritores e filósofos perdem, assim, a posição de agregados oficiais das cortes, o que não deixava de ser uma primitiva profissionalização. Muda então o estatuto daqueles que lidam com o fazer artístico. Muitos conseguem mais autonomia vendendo diretamente suas obras, mas a exclusão social atinge um grande número, que passa a ser visto como diletante ou marginal. Diletantes, como os aristocratas ou grandes burgueses, fazendo sua arte ao mesmo tempo em que exercem outras atividades, como juristas, soldados, diplomatas ou si...
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