Pular para o conteúdo principal

Faces da cozinha na literatura

 

 

Um livro, muitas vezes, nasce como uma flor. Ou um apetente prato para cuja elaboração é indispensável amor, carinho e muita atenção. A literatura na degustação, um ensaio aberto e disponível a todos os deuses e mortais que apreciam a boa mesa, nasceu assim.

Era preciso publicar algo que ilustrasse e defendesse a nossa cozinha. Que a mostrasse com todas as suas virtudes, prazeres e inesgotável criatividade, no escolher, no fazer e no degustar, antes, durante e depois... Por outro lado, que também a comparasse aos manuais e as memórias gustativas de autoras como Laura Esquivel, do México, e Isabel Allende, do Chile.

Rubens Shirassu Júnior desde 2018 pesquisou, refletiu e encontrou a melhor forma de apresentar este livro. Ele ficou pronto. E representa a continuação de um esforço, e esse esforço não vai se limitar apenas a dois ou três livros. Outros virão. Pretende revelar o Brasil para nós mesmos. E para os outros países. Mostrar a flora. A fauna. A imensidão amazônica. As vastidões do Brasil Central. A arte popular. Os índios. A cultura e a realidade - viva, tangível, dinâmica. O intuito é e será sempre o mesmo: o anseio pela criatividade, a exigência de níveis máximos de qualidade. A busca do melhor- pois só o melhor o escritor e o ensaísta Rubens Shirassu Júnior quer.

“Aí está A literatura na degustação. Que os usos, prazeres e bem-fazeres que ela propiciar, perdurem. E perduremos todos nós, sabiamente satisfeitos pela nossa culinária.” – afirma o autor .

Alina Sokolov 

VOCÊ PODE ENCOMENDAR O LIVRO NO SITE:

www.editoraescolacidada.com.br

 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O PAU

pau-brasil em foto de Felipe Coelho Minha gente, não é de hoje que o dinheiro chama-se Pau, no Brasil. Você pergunta um preço e logo dizem dez paus. Cento e vinte mil paus. Dois milhões de paus! Estaríamos assim, senhor ministro, facilitando a dificuldade de que a nova moeda vai trazer. Nosso dinheiro sempre se traduziu em paus e, então, não custa nada oficializar o Pau. Nos cheques também: cento e oitenta e cinco mil e duzentos paus. Evidente que as mulheres vão logo reclamar desta solução machista (na opinião delas). Calma, meninas, falta o centavo. Poderíamos chamar o centavo de Seio. Você poderia fazer uma compra e fazer o cheque: duzentos e quarenta paus e sessenta e nove seios. Esta imagem povoa a imaginação erótica-maliciosa, não acha? Sessenta e nove seios bem redondinhos, você, meu chapa, não vê a hora de encher a mão! Isto tudo facilitaria muito a vida dos futuros ministros da economia quando daqui a alguns anos, inevitavelmente, terão que cortar dois zeros (podemos d...

Trechos de Lavoura Arcaica

Raduan Nassar no relançamento do livro em 2005 Imagem: revista Usina             “Na modorra das tardes vadias da fazenda, era num sítio, lá no bosque, que eu escapava aos olhos apreensivos da família. Amainava a febre dos meus pés na terra úmida, cobria meu corpo de folhas e, deitado à sombra, eu dormia na postura quieta de uma planta enferma, vergada ao peso de um botão vermelho. Não eram duendes aqueles troncos todos ao meu redor velando em silêncio e cheios de paciência o meu sono adolescente? Que urnas tão antigas eram essas liberando as vozes protetoras que me chamavam da varanda?” (...)             “De que adiantavam aqueles gritos se mensageiros mais velozes, mais ativos, montavam melhor o vento, corrompendo os fios da atmosfera? Meu sono, quando maduro, seria colhido com a volúpia religiosa com que se colhe um pomo...

Identidade narrativa e concepções

  (Fragmentos) A performatividade pode ser relacionada à construção de identidade narrativa do filósofo francês Paul Ricoeur, pois também é manifestada através e em um espaço de tempo. E justamente no tempo e no espaço - no caso de  Margarida , personagem de Dinah Silveira de Queiroz, espaços - que, performaticamente por intermédio de seus atos, a identidade da protagonista se desvela e se apresenta. Conforme apontado anteriormente, nas conclusões de  Tempo e narrativa  o autor já traz a afirmação de que a identidade narrativa permite apreender um sujeito em sua constante mudança, pois a mutabilidade não é excluída da coesão de uma vida (Ricouer, 1997). Em  O si-mesmo como um outro , ele preconiza que, apesar das transformações, há algo de permanente: “a ameaça representada para a identidade só será inteiramente conjurada se, como base da semelhança e da continuidade ininterrupta da mudança, se apresentar um princípio de  permanência no tempo ” (Ricouer,...