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Precursor da Escola Nova (6)

 


( Sexta Parte )

Em seu livro Educação no Brasil (1969), ele afirmava que a educação formal é parte do contexto cultural da sociedade, atuando como expressão de sua continuidade e desenvolvimento.

Quando a sociedade, sempre de algum modo em mudança, ou evolução, sofre uma intensificação ou aceleramento desse processo, o fator de educação, refletindo a mudança, atua como força de resistência ou de renovação, concorrendo para dificultar ou facilitar o processo de readaptação social inerente à função característica da educação dentro do processo cultural.

O educador enfatizava que é preciso estabelecer a base igualitária de oportunidades, de onde irão partir todos, sem limitações hereditárias ou quaisquer outras, para os múltiplos e diversos tipos de educação semi-especializada e especializada, ulteriores a educação primária (TEIXEIRA, 1967).

Ainda, de acordo com o pensamento do educador (Teixeira,1967) deve-se pensar na educação primária como obrigatória. A educação básica, não deve ficar restrita apenas a alfabetização mecânica das três técnicas básicas da vida civilizada: ler, escrever e contar. É preciso, através da educação, formar nos alunos competências em relação à ação, aos hábitos de sociabilidade, arte, trabalho, reflexão e sensibilidade de consciência em relação aos direitos e deveres seus e dos outros.

Um dos pontos que merece destaque nas ideias de Anísio Teixeira: o seu posicionamento sobre os níveis de ensino, desde o ensino primário até o superior. Sobre a escola primária, Anísio Teixeira defende que Deverá, assim, organizar-se para dar ao aluno, nos quatro anos do seu curso atual e nos seis anos a que se deve estender, uma educação ambiciosamente integrada e integradora. Para tanto precisa, primeiro, de tempo: tempo para se fazer uma escola de formação de hábitos (e não de adestramento para passar em exames) e de hábitos de vida, de comportamento, de trabalho, de julgamento moral e intelectual (TEIXEIRA, 1985, p.392).

Para Nunes (2000, p.107) a escola primária de hoje, no Brasil, não é a pensada por Anísio Teixeira, aquela pela qual ele lutou. A escola de Anísio era formativa desde suas estruturas físicas até a qualificação do seu corpo docente.

 

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