Poetas marginais rompem com o modelo canônico Nos anos 60, no Brasil, a eclosão foi do Tropicalismo, do underground, posteriormente, Leila Míccolis, Ana Cristina César, Alice Ruiz e, na década de 80, Régis, Elza Melo (Jade), de Presidente Prudente, entre outras poetas vieram com uma nova voz feminina na poesia. Um eu-lírico feminino que assumia a sua condição feminina de forma plena e que rompia com o papel desenhado – pela sociedade machista – para a mulher somente desempenhá-lo. O que dizer sobre as mulheres de hoje e suas conquistas? Percebi que são três momentos sociopolíticos diferentes do país: o da mudança de regime (com o término da democracia e a instauração do golpe militar); o da permanência da ditadura (com seus nefastos efeitos diretos e colaterais por mais de quinze anos, gerando inclusive o fenômeno do “desbunde”); e a década da anistia, da “abertura” (com a vertiginosa expansão das multinacionais, na área econômica). Acredito que a poesia atual cont...
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