Pular para o conteúdo principal

74 Anos e As Novas Tecnologias











Um dos poucos jornais que sobrevivem até hoje na região oeste do Estado de São Paulo é o Imparcial de Presidente Prudente. Mantém um público fiel desde agências de propaganda, fornecedores, prestadores de serviço e leitores tradicionais do diário que completou 74 anos de existência em 2 de fevereiro. Podemos dizer que, para os que militam ainda na imprensa escrita, o veículo tem o privilégio de manter a marca da credibilidade do público que ainda lê e consome a mídia impressa. Mesmo com as inovações da tecnologia digital que surgem de três em três meses, com o lançamento do e-readers (leitor de livros eletrônicos), uma boa opção para os leitores de e-books e, sem esquecer, das plataformas como a android para tablets. Esses acessórios e ferramentas que oferecem praticidade, leveza, compactação, limpeza, possuem construção sólida e resistente, além da textura agradável. Por outro lado, vendem uma imagem de frigidez, artificialidade e os fatos junto à linguagem gráfica pessoal tornam-se efêmeros, influenciados pelos modismos passageiros e frívolos, talvez, também pelo excesso de informação gerada principalmente pela grande vitrine do mundo virtual.
Mas na opinião de consultores e pesquisadores esses acessórios seriam complementação de uma plano de marketing, aliado à internet integrada aos novos formatos das comunicações televisiva e de vídeo.
Acreditamos que, tanto O Imparcial, entre outros jornais impressos, vão permanecer no mercado, porque existe um público leitor da faixa etária de 35 anos para cima que se adaptou à linguagem e ao tipo de informação concisa, clara e objetiva da Internet e, neste século, sente uma sensação de cansaço, de falta de concentração, paciência e stress em decorrência da perda de contato com o papel, que se associa ao calor natural da madeira, deriva da árvore e pertence à natureza.
Esse nicho de mercado, conforme demonstra o senso demográfico atingirá milhões em 2020, necessita ser estimulado para manter o hábito saudável de ler o jornal impresso, porém, os diretores e editorias de O Imparcial podem tanto usar a TV, onde cada setor, em pequenas chamadas entre 15 a 30 segundos esparsas ao dia, anunciando as principais chamadas e uma equipe na internet gerando informação, a mesma fórmula da radiofonia e, renovando o portal de notícias e, ao mesmo tempo, interagindo com os seus internautas, publicando os comentários mais importantes, entre sugestões e reclamações de Presidente Prudente.  Parabéns aos diretores Adelmo Vanalli e Deodato da Silva, aos jornalistas, aos editores e aos demais funcionários.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O PAU

pau-brasil em foto de Felipe Coelho Minha gente, não é de hoje que o dinheiro chama-se Pau, no Brasil. Você pergunta um preço e logo dizem dez paus. Cento e vinte mil paus. Dois milhões de paus! Estaríamos assim, senhor ministro, facilitando a dificuldade de que a nova moeda vai trazer. Nosso dinheiro sempre se traduziu em paus e, então, não custa nada oficializar o Pau. Nos cheques também: cento e oitenta e cinco mil e duzentos paus. Evidente que as mulheres vão logo reclamar desta solução machista (na opinião delas). Calma, meninas, falta o centavo. Poderíamos chamar o centavo de Seio. Você poderia fazer uma compra e fazer o cheque: duzentos e quarenta paus e sessenta e nove seios. Esta imagem povoa a imaginação erótica-maliciosa, não acha? Sessenta e nove seios bem redondinhos, você, meu chapa, não vê a hora de encher a mão! Isto tudo facilitaria muito a vida dos futuros ministros da economia quando daqui a alguns anos, inevitavelmente, terão que cortar dois zeros (podemos d

Trechos de Lavoura Arcaica

Raduan Nassar no relançamento do livro em 2005 Imagem: revista Usina             “Na modorra das tardes vadias da fazenda, era num sítio, lá no bosque, que eu escapava aos olhos apreensivos da família. Amainava a febre dos meus pés na terra úmida, cobria meu corpo de folhas e, deitado à sombra, eu dormia na postura quieta de uma planta enferma, vergada ao peso de um botão vermelho. Não eram duendes aqueles troncos todos ao meu redor velando em silêncio e cheios de paciência o meu sono adolescente? Que urnas tão antigas eram essas liberando as vozes protetoras que me chamavam da varanda?” (...)             “De que adiantavam aqueles gritos se mensageiros mais velozes, mais ativos, montavam melhor o vento, corrompendo os fios da atmosfera? Meu sono, quando maduro, seria colhido com a volúpia religiosa com que se colhe um pomo. E me lembrei que a gente sempre ouvia nos sermões do pai que os olhos são a candeia do corpo. E, se eles er

O Visionário Murilo Mendes

Retrato de Murilo Mendes (1951) de Flávio de Carvalho Hoje completaram-se 38 anos de seu falecimento Murilo Mendes, uma das mais interessantes e controvertidas figuras do mundo literário brasileiro, um poeta difícil e, por isso mesmo, pouco divulgado. Tinha uma personalidade desconcertante, sua vida também constitui uma obra de arte, cheia de passagens curiosas de acontecimentos inusitados, que amava Wolfgang Amadeus Mozart e ouvia suas músicas de joelhos, na mais completa ascese mística, não permitindo que os mais íntimos se acercassem dele nessas ocasiões. Certa vez, telegrafou para Adolph Hitler protestando em nome de Mozart contra o bombardeio em Salzburgo. Sua fixação contemplativa por janelas foi assunto do cronista Rubem Braga. Em 1910, presenciou a passagem do cometa Halley. Sete anos depois, fugiu do internato para assistir ao brilho de outro cometa: Nijinski, o bailarino. Em ambos os casos sentiu-se tocado pela poesia. “Na